Em algum momento da vida financeira, quase todo mundo esbarra na dúvida sobre o que é CDB. E, apesar de parecer um termo distante da rotina, ele costuma ser justamente o ponto de partida para quem deseja começar a investir com segurança.

É por isso que, este artigo do Cartão Sam’s Club te acompanha desde o início, explicando tudo que você precisa saber. A ideia é que, passo a passo, você entenda como o CDB funciona e perceba que tomar decisões financeiras é mais acessível do que parece. Vamos lá?

O que é CDB?

O Certificado de Depósito Bancário, ou simplesmente CDB, é um tipo de investimento de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos. 

Funciona assim: quando você aplica em um CDB, está basicamente “emprestando” seu dinheiro ao banco. Em troca, ele devolve esse valor com juros, que podem ser definidos de antemão ou variar conforme algum índice do mercado.

Na prática, o CDB acaba sendo uma porta de entrada para quem está começando a investir, porque combina três elementos: previsibilidade, baixa complexidade e segurança, já que muitos deles contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Além disso, existem diferentes tipos de CDB (prefixados, pós-fixados e híbridos), o que permite que você escolha aquele que mais combina com o seu momento financeiro e com o nível de estabilidade que você quer.

Por isso, entender o que é CDB é um passo importante para tomar decisões e começar a construir uma relação mais próxima com o universo dos investimentos.

Quanto rende o CDB?

É válido mencionar que o rendimento de um CDB depende do tipo de contrato que você escolhe. Em linhas gerais, ele pode render de forma prefixada, pós-fixada ou híbrida, e cada uma dessas modalidades define como os juros são calculados ao longo do tempo.

Isso quer dizer que não existe um único rendimento padrão: o retorno varia de acordo com o banco emissor, o prazo da aplicação e o cenário econômico. Ainda assim, existe um ponto central: muitos CDBs pós-fixados seguem o CDI, uma taxa que acompanha de perto do Selic.

Quando ouvimos falar de um CDB que rende, por exemplo, 110% do CDI, estamos dizendo que ele acompanhará essa taxa de referência e pagará um pouco acima dela. Já nos prefixados, você sabe desde o início exatamente quanto vai receber, enquanto os híbridos misturam os dois mundos.

Confira, a seguir, os tipos de CDBs e ao que eles estão atrelados:

CDB prefixado

O CDB prefixado oferece um rendimento conhecido desde o início, algo como “12% ao ano”. Isso significa que, independentemente das mudanças na economia, o retorno final será exatamente aquele combinado no momento do investimento.

Sendo assim, ideal para quem busca previsibilidade e gosta de planejar sem depender das oscilações do mercado.

CDB pós-fixado

Aqui, o rendimento acompanha um indicador variável, sendo o mais comum o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Um CDB “100% do CDI”, por exemplo, rende exatamente o mesmo que essa taxa. Já um que renda “110% do CDI” rende um pouco mais.

Esse tipo de CDB acompanha movimentos da Selic e tende a ser muito procurado por quem quer estabilidade aliado à segurança.

CDB híbrido

O híbrido, por sua vez, combina duas referências: uma taxa fixa + um índice variável. O exemplo mais comum é o CDB atrelado ao IPCA, com algo como “IPCA + 6%”, onde o seu dinheiro acompanha a inflação e ainda rende uma taxa adicional.

Geralmente, esse tipo de CDB costuma atrair quem busca proteger o poder de compra no longo prazo.

Como investir em CDB?

Qualquer pessoa pode começar uma aplicação em CDB: a parte mais importante é entender que você faz tudo por meio de uma corretora ou do próprio banco, escolhendo o título que mais se adequa aos seus objetivos. A seguir, você confere um passo a passo de como investir em CDB pela primeira vez:

1. Escolha uma corretora ou banco confiável

Antes de tudo, você precisa de um lugar para que o investimento seja feito. Hoje, a maior parte das pessoas prefere as corretoras por oferecerem mais opções e taxas mais baixas, contudo os próprios bancos podem, sim, ser uma porta de entrada segura.

2. Abra sua conta e envie dinheiro

Com uma conta criada, basta fazer uma transferência via TED ou Pix para começar. Aqui, não tem segredo: é como enviar dinheiro para qualquer outra conta, só que desta vez com um objetivo de investimento.

3. Acesse a área de investimentos e busque “CDB”

Dentro da plataforma do banco ou corretora, procure a seção de renda fixa e filtre pelos CDBs disponíveis. Você vai encontrar várias opções com prazos, indexadores e rendimentos diferentes.

4. Compare a característica de cada CDB

Vale observar detalhes como:

  • Rentabilidade (prefixado, pós-fixados ou híbrido);
  • Prazo de vencimento;
  • Liquidez;
  • Proteção do FGC;
  • Instituição emissora.

Uma análise desse tipo vai ajudar na hora de escolher um título alinhado ao seu perfil e ao seu momento financeiro.

5. Escolha o CDB e confirme a aplicação

Depois de comparar, selecione o CDB desejado, informe o valor que quer investir e finalize a operação. A partir daí, o rendimento começa automaticamente, sem que você precise fazer mais nada.

6. Acompanhe seu investimento pelo app

Sempre que quiser, você pode entrar na plataforma para visualizar o saldo, o rendimento acumulado e o prazo de vencimento. Desse modo, você fica no controle de tudo!

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CDB paga Imposto de Renda?

Sim, o CDB paga Imposto de Renda, mas a cobrança acontece apenas sobre o rendimento e nunca sobre o valor que você investiu. Ademais, o desconto é feito automaticamente na fonte, o que significa que você não precisa calcular nada ou incluir manualmente na sua declaração.

Quando o prazo do investimento termina (ou quando você faz um resgate, caso tenha liquidez), o banco já retém o IR e te entrega o valor líquido. Aliás, o imposto segue a tabela regressiva, que recompensa quem deixa o dinheiro aplicado por mais tempo.

Então, quanto maior o prazo do seu CDB, menos a alíquota cobrada. Isso torna o investimento mais interessante para quem pensa no médio ou longo prazo. Veja como funciona:

  • 22,5% para aplicações de até 180 dias;
  • 20% para aplicações de 181 a 360 dias;
  • 17,5% para aplicações de 361 a 720 dias;
  • 15% para aplicações acima de 720 dias.

Na prática, manter o investimento por mais tempo aumenta os juros compostos trabalhando a seu favor, assim como reduz a mordida do IR, o que melhora o rendimento final.

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