Apesar de parecer complicado, entender o conceito envolvendo o que é holding familiar pode ser mais simples do que parece. Quando pensamos em organizar o patrimônio da família, faz sentido buscar soluções que sejam inteligentes e, acima de tudo, práticas para o dia a dia.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão, vale conhecer como esse modelo funciona e por que tantas famílias têm olhado para ele com mais atenção. Assim, você enxerga se a holding familiar combina com seus objetivos e transforma isso em algo totalmente possível.

Continue a leitura deste artigo do Cartão Sam’s Club e confira o que significa holding familiar!

O que é holding familiar?

De modo geral, a holding familiar é uma empresa criada para reunir e cuidar do patrimônio da família em um só lugar. 

Em vez de cada bem ficar espalhado no nome de pessoas diferentes (que, normalmente, pode gerar burocracia, custos e dores de cabeça), tudo fica concentrado em uma pessoa jurídica, da qual os familiares são sócios.

No Brasil, esse modelo vem ganhando mais espaço porque ajuda a organizar a sucessão e trazer mais segurança e previsibilidade para o patrimônio. Na prática, é como se a holding fosse uma grande “caixa organizadora”: nela podem entrar imóveis, participações em outras empresas, investimentos e até atividades operacionais, dependendo da estratégia de cada família.

O melhor é que, ao transformar esses bens em cotas da empresa, fica muito mais fácil planejar como esse patrimônio será transmitido ao longo dos anos, com menos burocracia e até menos custo do que um inventário tradicional.

É por isso que muita gente, hoje em dia, enxerga a holding familiar como uma maneira moderna e inteligente de assegurar a continuidade e a proteção para as próximas gerações.

Para que serve uma holding familiar?

Uma holding familiar serve, basicamente, para deixar tudo mais organizado e fácil de cuidar. Em outras palavras, ela auxilia a:

  • Centralizar o patrimônio, evitando aquela bagunça de bens espalhados entre vários nomes;
  • Facilitar decisões importantes, já que tudo fica reunido dentro da empresa da família;
  • Reduzir burocracias futuras, sobretudo na hora de planejar a sucessão;
  • Dar mais transparência, porque cada pessoa sabe o seu papel e como o patrimônio será administrado.

Enfim, essa é uma maneira simples de manter o que a família construiu bem protegido e com menos dor de cabeça ao longo do tempo.

Como abrir uma holding familiar?

O processo envolvendo como criar uma holding familiar pode parecer complicado à primeira vista, mas, quando dividimos em etapas tudo fica mais leve. A seguir, você vai entender como isso se dá:

1. Definir o objetivo da holding

Antes de qualquer documento, é importante decidir por que a holding será criada:

  • Organização do patrimônio?
  • Planejamento sucessório?
  • Proteção de bens?
  • Gestão empresarial?

Compreender esse motivo vai direcionar todo o restante, desde o tipo de holding até as regras internas.

2. Escolher o tipo de holding

No Brasil, as mais comuns são:

  • Patrimonial (para imóveis e outros bens da família);
  • Pura (quando administra apenas participações societárias);
  • Mista (quando soma bens + participação em empresas).

Definir isso logo no início vai diminuir o retrabalho e deixar a estratégia mais transparente.

3. Elaborar o contrato ou estatuto social

Aqui, entram as regras de funcionamento da holding:

  • Quem são os sócios;
  • Como serão divididas as contas;
  • Como será a administração;
  • O que pode ou não pode acontecer com os bens.

Um documento como esse é fundamental e costuma ser elaborado por uma advogado especializado em direito societário e planejamento patrimonial.

4. Registrar a empresa na Junta Comercial

Com o contrato pronto, é hora de registrar a holding como qualquer outra empresa. É com esse registro que se oficializa a existência jurídica para seguir com as etapas seguintes.

5. Obter o CNPJ

Depois do registro, a holding recebe um CNPJ, que é o ponto de partida para abrir uma conta bancária, movimentar bens e realizar qualquer atividade formal.

6. Transferir os bens para a holding

Aqui acontece a “mágica”:

  • Imóveis são integralizados;
  • Participação em outras empresas podem ser transferidas;
  • Investimentos também podem ser reorganizados.

Nesse momento, a família passa a deter cotas da holding, e não mais os bens diretamente.

7. Definir regras internas de gestão e sucessão

Por fim, vale estabelecer:

  • Quem toma decisões;
  • Como é feita a sucessão de cotas;
  • Quais situações exigem unanimidade;
  • Como agir em caso de conflitos.

São essas regras que dizem respeito a como fazer uma holding familiar, tornam a gestão muito mais previsível e que evitam problemas futuros.

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Quanto custa abrir uma holding familiar?

Agora que você já sabe o que é e como funciona uma holding familiar, vamos ao que interessa: os valores que estão ligados a todo esse trâmite.

No geral, o custo para abrir uma holding familiar pode variar bastante, mas é parecido com o que você gastaria ao abrir qualquer empresa, apenas com detalhes extras por envolver patrimônio. Para te ajudar a mensurar isso, aqui estão os principais pontos:

Honorários do advogado ou consultoria especializada

Inicialmente, esse costuma ser o maior custo, porque é o profissional quem estrutura o contrato social, organiza a estratégia da holding e orienta a família sobre regras, sucessão e divisão de cotas. Os honorários, por sua vez, podem variar conforme a complexidade do patrimônio.

Custos de registro na Junta Comercial

Assim como qualquer empresa, a holding precisa ser registrada oficialmente. O valor muda de estado para estado, mas normalmente é um custo único e não muito elevado.

Taxas para transferência de bens (quando aplicável)

Se a holding for receber imóveis, por exemplo, pode haver custos relativos à transferência desses bens, dependendo do tipo de operação (como integralização de capital). 

Em alguns casos, não há a cobrança do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), desde que cumpridos certos requisitos, algo que o advogado avalie com cuidado.

Contabilidade

Depois de aberta, a holding familiar precisa de contabilidade mensal, ainda que não tenha uma operação ativa. Nesse sentido, a média de valores costuma ser parecida com o de empresas de pequeno porte.

Em resumo…

Abrir uma holding familiar tem um investimento inicial, sim, mas que costuma compensar pela organização, pela proteção e pela redução de burocracias futuras, sobretudo no momento da sucessão.

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